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sábado, 13 de dezembro de 2014

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sobre o Natal

Tradições natalinas

Como em qualquer tradição religiosa ou familiar, as comemorações do Natal foram passadas de geração em geração por narrativas, pela transmissão de lendas e por valores espirituais. Mais importante foi o fato dessas tradições se perenizarem em contextos próprios com elementos comuns: em geral, realiza-se uma ceia de Natal à meia noite do dia 24 de dezembro, enquanto se espera o Papai Noel, que visita as casas entregando presentes às pessoas, principalmente às crianças.

 Cleiton Thiele/PressPhoto
Árvore de Natal montada em Gramado

Árvore de Natal

Tão forte quanto esses elementos é a tradição da árvore de Natal, normalmente uma conífera, de folhas perenes, enfeitada com bolas coloridas e adornos específicos em cada país. A maioria das versões sobre a origem da árvore é creditada à Alemanha e, especificamente ao episódio de Martinho Lutero, no século 16: olhando para o céu através de pinheiros, o protestante viu estrelas como um colar em cima das copas e decidiu levar um galho para plantar em casa. Colocou-o num vaso, com pequenas velas nas pontas dos ramos e papéis coloridos para reproduzir o que vira. O objetivo era mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Nascia a árvore de Natal como a conhecemos, após a tradição se espalhar por toda Europa e, no início do século 19, chegar aos Estados Unidos.

A lenda conta também que o pinheiro foi escolhido por sua forma triangular, que de acordo com a tradição cristã, representa a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Enquanto isso, em rituais pagãos da Idade Média, as pessoas acreditavam em espíritos das árvores e, no outono, quando as folhas caíam, penduravam decorações de pedras pintadas ou panos coloridos para quem regressassem às plantas na primavera seguinte. Hoje, as árvores de Natal são enfeitadas no início de dezembro, só podendo ser desmontadas no dia de Reis, 6 de janeiro, quando os três Reis Magos presenteiam Jesus.



 Papai Noel

 Ainda no século 4, surgia o santo inspirador de Papai Noel, o arcebispo Nicolau Taumaturgo, que costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos com moedas de ouro na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos e sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha. Quem, no entanto, forjou a imagem popular do Papai Noel, juntamente com o trenó, as renas, a chaminé e o saco de brinquedos, foi o escritor americano Clement Moore no poema “The Night Before Christmas” (versão em inglês - abaixo da versão em português), de 1822. Impressa em jornais e revistas, a história do poema se espalhou como fogo e, hoje, quase todo norte-americano consegue recitar seus versos.

Já na revista Harper´s Weekly, uma série de gravuras de Thomas Nast, publicadas entre 1863 e 1886, consagrou a imagem do bom velhinho de vermelho e branco, que aparecia em sua fábrica lendo cartas e checando a lista de presentes. Teria sido uma campanha publicitária da Coca-Cola, porém, que terminou por fixar a versão gorda e alegre do personagem. A cada ano, entre 1931 e 1964, a empresa veiculava uma imagem de Papai Noel na contra capa da revista National Geographic.

Estudiosos reforçam também que a roupa vermelha e branca veio do verdadeiro São Nicolau, já que eram as cores dos mantos tradicionais dos bispos. E no caso da chaminé, muitos europeus teriam o costume de limpá-la no fim do ano para permitir que a boa sorte entrasse no ano seguinte, influenciando a lenda. São variadas as fontes que inspiram a tradição: as pequenas tendas da Finlândia, em formato de iglus e com a entrada feita por um buraco no telhado teriam inspirado ainda o poema de Moore. Já nos países do norte da Europa, diz a tradição que Papai Noel não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi, onde de fato existe o "escritório do Papai Noel" bem como o parque conhecido como "Santa Park", que se tornou uma atração turística do local.

Missa do galo e presépios

A missa do Galo é celebrada em países católicos depois do jantar da véspera de Natal que começa à meia-noite de 24 para 25 de dezembro. Seu nome consagra a lenda segundo a qual à meia-noite deste dia, um galo teria cantado, anunciando a vinda do Messias. Outra origem da expressão é associada ao fato da Missa de Natal terminar muito tarde "quando as pessoas voltavam para casa e os galos já estavam cantando". Hoje, devido à importância da missa, o próprio papa faz questão de rezá-la, enquanto todas velas do Advento se encontram acesas.

Passada a missa, tradicionalmente as famílias voltam para casa e colocam a imagem do menino Jesus no presépio, para só então compartilharem a ceia e a troca de presentes. Esta última, aliás, estaria relacionada aos presentes que os Reis Magos levaram à Jesus. Por fim, em todas as religiões cristãs é consensual que o presépio é o único símbolo de Natal verdadeiramente inspirado nos Evangelhos, quando São Francisco de Assis montou, em 1223, uma reprodução em palha da imagem do menino Jesus, da Virgem Maria e de José, com autorização do Papa. Desde então, famílias de diferentes culturas montam a representação da cena do nascimento em miniatura.

Tradições brasileiras

O Natal no Brasil é altamente caracterizado pela troca de presentes entre amigos e familiares na noite de 24 de dezembro. Independente da tradição da chaminé dos países frios, os brasileiros simulam a passagem do Papai Noel em cada casa com a entrega de presentes pela porta da frente, em geral à meia-noite, ou na árvore, depois de passar a madrugada. Também têm o hábito de presentear parentes e colegas de trabalho através do Amigo Secreto. Mas antes da festa católica incorporar os símbolos protestantes da distribuição de presentes, do Papai Noel e da árvore, o país era marcado por uma festa religiosa tradicional, com a ida à missa do galo e a ceia de jantar com a família, até fins do século 18.

Hoje, tradições tipicamente brasileiras são observadas principalmente nos pratos da ceia de 24 de dezembro. No meio da festa, uma mesa considerável costuma expor comidas típicas dessa época e é difícil encontrar uma sala de jantar sem peru com farofa, tender espetado com cerejas e rodelas de abacaxis ou panetone de frutas cristalizadas. Os costumes gastronômicos revelam uma mistura de culturas que parecem universais, mas já são adaptações bem brasileiras. Exemplo é a fusão da cultura portuguesa – vista na rabanada ou nos bolinhos de bacalhau – com a italiana – representada pelo panetone e as aves como o peru. Além do chester, uma ave que virou símbolo do natal brasileiro e a mesa com frutas tropicais.

Natal de Gramado e Coral de Curitiba

Há cerca de duas décadas, algumas celebrações natalinas vêm tomando o centro de cidades do sul do país, com a participação da população na representação das lendas tradicionais. É o caso do Natal de Gramado, que há 22 anos une as pessoas na construção de espetáculos durante todo o mês de dezembro, mudando a cara da cidade. São concertos, desfiles de personagens (papais noéis, gnomos, renas...), luzes enfeitando pinheiros e encenações, com mais de 2 mil pessoas envolvidas na montagem do evento que atrai turistas do Brasil e exterior.

Edison Vara/PressPhoto
Gramado vive há mais de 20 anos o Natal das Luzes

 Já em Curitiba, um dos eventos mais tradicionais é a apresentação do coral infantil, com 160 crianças carentes, a partir de 2 de dezembro, no Palácio Avenida, um dos marcos históricos da cidade. Com isso, Curitiba ficou conhecida como a “capital do Natal”, atraindo cerca de 300 mil pessoas nesta época, que vêm assistir às encenações associadas ao coral, em sua 17ª edição em 2007. 

Fonte:
Heloisa Ribeiro.  "HowStuffWorks - Como funciona o Natal".  Publicado em 03 de dezembro de 2007  (atualizado em 09 de dezembro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/natal1.htm  (20 de novembro de 2013)

sábado, 17 de novembro de 2012

A história do Papai Noel e seus símbolos



Papai-Noel, árvore, ceia e presentes. Chega a época do Natal e começamos a ver tudo isso em todo o lugar (e de vez em quando ouvimos falar de um tal de Cristo). Mas qual é a origem de todos esses símbolos? E da festa - quando e por que surgiu a comemoração do Natal? Segundo Pedro Paulo Funari, professor de história e arqueologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a origem da comemoração e seus símbolos são muito mais pagãos que cristãos.

Por que 25 de dezembro?

Conforme Funari, o Natal é derivado de uma festa muito anterior ao cristianismo e ao calendário do ciclo solar. De acordo com o pesquisador, os pagãos comemoravam na época do solstício de inverno (o dia mais curto do ano e que, no hemisfério norte, ocorre no final de dezembro) porque os dias iriam começar a ficar mais longos. "É uma celebração que tem a ver com o calendário agrícola, originalmente. E, como todo calendário agrícola, ele está preocupado com a fertilidade do solo e a manutenção do ciclo da natureza", diz o professor.

Em Roma, essa data era associada ao deus Sol Invictus, já que após o dia mais curto do ano o sol volta a aparecer mais. Quanto ao cristianismo, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo só começou a ocorrer no século IV, quando o imperador Constantino deu fim à perseguição contra essa religião. Os religiosos então usam a comemoração pagã e a revestem com simbolismo cristão. Curiosamente, afirma o pesquisador, no final do mesmo século, como a Igreja ganha poder, ela passa a perseguir os pagãos que comemoravam a festa da forma original.

Troca de presentes

Segundo Funari, a troca de presentes é um ato comum a todos os povos, independente do capitalismo, por exemplo, ou de religião. Esse ato, desse ponto de vista, é muito mais ligado ao reforço de laços sociais entre as pessoas. No cristianismo, a troca foi associada simbolicamente aos reis magos, que teriam dado presentes de Jesus - em alguns países, como na Espanha, é comum dar presentes apenas no Dia de Reis.

Contudo, durante o século XX, a festa foi perdendo muitas de suas características religiosas (mas não todas) e hoje se apresenta de forma muito mais comercial. "Desvencilhou-se bastante da imagem original (religiosa) para que pessoas, países e povos não cristãos, como os japoneses, também sejam incentivados a ter troca de presentes nesse período", diz Funari, que lembra que muitas pessoas que não são religiosas e até ateus participam de festas de Natal.

"Na propaganda dos presentes em si, não aparece o Cristo, o Jesus. Aparece lá 'compre uma TV moderna', 'compre um aparelho celular'. Na propaganda desses produtos não aparece essa caracterização religiosa. (...) Sabendo-se que as pessoas têm como princípio o estreitamento de vínculos sociais em geral e dentro da família em especial, o capitalismo explorou isso, digamos assim, ao extremo."

Originalmente, afirma o pesquisador, a troca de presentes não estava ligada à tradição do Natal, pelo menos não à festa original. "A troca de presentes na escala moderna é uma invenção do capitalismo."

Ceia

A comida de Natal, por outro lado, era comum nas primeiras festas. Na ceia natalina era comum a carne assada porque esses pratos eram considerados mais sofisticados, mais caros, e serviam melhor para uma situação especial. O porco, assim como o peixe, era uma das carnes mais comuns.

O peru foi introduzido apenas no século XVI. A ave é originária das Américas e se popularizou rapidamente na elite da Europa quando foi levada ao continente. Por ser mais caro, o peru virou a carne das grandes ocasiões.

Papai-Noel

Funari afirma que o homem chamado Nicolau que viveu na Antiguidade e que virou santo não tem nada a ver com o Papai-Noel, apesar de muitas versões dizerem isso. A figura tem origem em tradições germânicas e nórdicas. O protestantismo, que buscava um simbolismo diferente da comemoração católica - que enfatizava a figura do presépio - utilizou o personagem.

Já a imagem que conhecemos do Papai-Noel tem uma origem muito mais comercial. A figura de um velhinho com roupa vermelha e branca foi criada e difundida pela publicidade da Coca-Cola no século XIX. "A gente pode dizer que o Papai-Noel como a figura que a gente conhece é uma invenção da Coca-Cola e dos meios de comunicação de massa", diz o pesquisador. O papel da mídia, afirma Funari, foi difundir essa imagem. O cinema e outros meios trouxeram a imagem criada pelos publicitários ao Brasil.

"Se você for olhar os jornais brasileiros do início do século XX, no período do Natal, você encontrará referências ao presépio(...) não se fala em Papai-Noel", diz o pesquisador, que lembra que nos dias atuais o presépio praticamente sumiu dos meios de comunicação.

O pinheiro

A origem do pinheiro é bem parecida: era uma figura germânica e nórdica que foi absorvida pelo protestantismo. Aqui, a decoração chegou com influência principalmente do cinema - apesar de não ter tido um patrocínio de peso, como teve Papai-Noel. Para o pesquisador, os símbolos atuais do Natal foram tão importados quanto o Halloween, do qual muita gente reclama.








quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Golpistas a mil nesta época!!!


O Fantástico passou dois meses viajando pelo Brasil para investigar os golpes mais comuns aplicados no comércio. E é nessa época do ano, quando todo mundo vai às compras, que os golpistas preferem agir. Veja como são feitas as trapaças e também como se prevenir.
Segundo um estudo feito pela Serasa Experian, no Brasil, acontece uma tentativa de golpe no comércio a cada 17 segundos.

“Nosso sistema indica, mais ou menos, 1,5 milhão de tentativas de fraude. Isso indica entre R$ 5,5 ou R$ 5,7 bilhões. Nós respondemos por dia milhões de consultas e temos em um banco de dados muito grande”, diz o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.

São golpes que envolvem consumidores, bancos, operadoras de cartão de crédito e comerciantes em todo o país.
Durante dois meses, o Fantástico foi atrás dos protagonistas dessas fraudes, e descobriu falsários e muitas vítimas.

Em Belo Horizonte, falsários conseguiram clonar os documentos de um mecânico de refrigeração e foram às compras. “A compra de maior valor que teve no meu nome foi um carro no valor de R$ 29 mil. Na época, eu não estava trabalhando e nem tinha condições de comprar um carro nesse valor. Fui chamado de caloteiro, que eu estava dando golpe na praça e isso foi um grande transtorno”, afirmou o mecânico de refrigeração Marco Aurélio Cardoso.

Empresa produz golpes

No submundo do crime, um homem se apresenta como Doli. Ele criou uma produtora de vídeo em Porto Alegre. Mas sabe o que ela produz? Golpes. A empresa tem site na internet e também secretária para não levantar suspeitas.
As câmeras de segurança de uma loja mostram o golpista em ação. Ele chega em um carro de luxo, circula tranquilamente entre as gôndolas, pega o que quer e manda faturar os R$ 1,7 mil em nome da produtora, que não existe. Em outros casos, ele paga com cheques sem fundos, de contas abertas em nome de outras pessoas. Ele gosta até de usar documentos de mendigos. “É um mendigo, uma coisa assim, um cara lá de fora, mora lá numa fazenda”, diz.

Doli deu calote também em uma distribuidora de alimentos. Comprou R$ 5,5 mil em mercadorias e nunca pagou.
No contrato social da produtora de vídeo, aparece o nome de Jorge Augusto Pintos. Localizamos o suposto empresário, sócio de Doli, em uma academia de ginástica na Zona Sul de Porto Alegre, trabalhando como segurança.
Jorge perdeu os documentos há 16 anos. Desde então, tem sido vítima de golpistas. Ele nunca ouviu falar da produtora e registrou queixa na polícia. “Imagina a minha indignação”, comenta.

Como se proteger dos golpistas

A polícia tem algumas dicas para evitar esse tipo de golpe. “A pessoa deve procurar a delegacia e comunicar formalmente isso. De posse desse registro de ocorrência, ela pode procurar o Centro de Proteção ao Consumidor informando pessoalmente que seu cartão, seus objetos foram extraviados ou furtados. As pessoas têm que ter muita cautela ao fornecer seus documentos, principalmente via telefone, internet, pessoas que comparecem na sua residência solicitando recadastramento de informação”, diz Gabriel Ferrando de Almeida, da Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro.
Para fazer uma boa falsificação, bastam um computador, uma boa impressora e horas de dedicação. É a receita de um ex-falsificador, que garante ter abandonado o ofício, mas que prefere não se identificar. Segundo ele, a carteira de identidade é o principal documento usado em fraudes.

Fantástico: “A fonte é a mesma da carteira de identidade?”
Ex-falsificador: “Ela imita uma impressora matricial que é usada para o preenchimento da carteira.”
O Fantástico pergunta como ele consegue o documento em branco, chamado de “espelho”.
Ex-falsificador: “Foi desenhado por alguém, escaneado e desenhado por um designer”.

Com essa tecnologia, até o Zé Carioca, personagem da Disney conhecido pela malandragem, ganha uma carteira de identidade. O personagem de desenho animado virou uma pessoa real.
O programa de computador também monta comprovantes de endereço e de renda, exigidos na abertura de crediários e contas em banco. Em um dos casos, foi usada uma conta de telefone fixo para criar um endereço para o Zé Carioca. Junto com a carteira de identidade está criado o chamado “kit fraude”.

“As quadrilhas conseguem disseminar diversos tipos de golpe, desde criação de empresas fantasmas, forjar contratos com nomes de pessoas que na verdade não participam do quadro societário”, afirma o delegado Gabriel Ferrando de Almeida.
Uma dona de casa, moradora de Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, teve quatro cheques clonados. Três deles apareceram depositados em agências bancárias de São Paulo.
“O que mais chama a atenção é que como é conta conjunta eu e o meu esposo temos cheques assinados por ambos. Daí fica uma pergunta no ar: como os estelionatários conseguem ter acesso a duas assinaturas”, diz a mulher.
Murilo Portugal Filho, presidente da Febraban, diz que é possível o envolvimento de funcionários dos bancos. “O crime existe em todas as áreas, setores, em todos os tipos de atividades. É possível que exista conivência. Quando existe e o banco descobre, as pessoas são punidas. Mas a principal razão é a falta de uma legislação que puna e que permita prender essas pessoas”.

No talão da dona de casa, a folha sequer foi destacada, mas uma cópia igualzinha a ela foi usada. “Isso aqui são linhas variáveis, elas não devem se repetir de um cheque para outro e nesse caso todos os cheques apresentam exatamente as duas linhas iguais em todos os cheques”, afirma Murilo Portugal.

Clonando um cheque
Mas como se clona um cheque? No centro de São Paulo, é possível comprar folhas de cheque em branco. Um dos fornecedores é um homem que fugiu da reportagem. Antes da corrida, ele vendia cheques em branco, sem vergonha nenhuma.
Funciona assim: a quadrilha preenche os cheques com dados de correntistas. “Um nome que está limpo, pode ser daqui de São Paulo, do Paraná, do Rio, ninguém sabe o nome da pessoa e de onde ele saiu. Cheque você arruma. Está R$ 100 uma folha”, diz o homem.
A entrega é feita horas após a encomenda.

Cuidados com cheques

Para não ter seu cheque clonado, também é preciso alguns cuidados. “Procurar emitir cheque nominal, cruzado, preencher sempre evitando espaços vazios, não fazer rasuras, não andar com talão exposto, nunca deixar cheque assinado, nunca deixar requisição de cheque assinada, destruir o talão das contas inativas, não utilizar canetas cuja tinta possa ser apagada facilmente, e em caso de roubo e perda comunicar imediatamente”, aponta a Febraban.
Só no ano passado, os bancos tiveram prejuízo de R$ 942 milhões por causa de fraudes.
Além da clonagem de cheques, tem também a de cartões de crédito. Um falsário especializado nesse tipo de crime em São Paulo, em uma rua de comércio movimentadíssima, mostrou como tudo funciona. Ele mostra os cartões de crédito recém clonados.
“Tem cara que não exerce profissão nenhuma. O cara tem duas, três máquinas instaladas, e, quando precisa fazer compras, carrega no Bluetooth, printa e faz compra”, diz o rapaz.
Recebemos uma aula de como se clonam cartões. O crime pode ser aplicado dentro de uma loja. A máquina que vai copiar os dados fica escondida. Um funcionário conivente com o esquema se afasta do cliente e passa o cartão no aparelho que lê e armazena as informações da tarja magnética.
Um homem oferece um kit completo para clonar cartão de crédito por R$ 21 mil.
Mas é possível se precaver. “Acompanhe seu cartão, mantenha sempre à vista. Quando você receber o cartão, decore sua senha. Não a guarde no seu celular. Não guarde a senha junto com seu cartão”, diz Henrique Takaki, do comitê de prevenção da ABECS.
Existe outra maneira de clonar cartões de banco. Desta vez, em caixas eletrônicos. Uma imagem exclusiva mostra os bandidos preparando o golpe. As câmeras de segurança de um supermercado de Porto Alegre flagram dois homens instalando o chamado “chupa cabras”. O equipamento é usado para copiar os dados do cartão. Junto com ele vai uma câmera que grava a senha digitada.

Daqui:
g1.globo.com


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lapônia, a terra do Papai Noel!


A Lapônia na Finlândia (Europa) é conhecida mundialmente como a terra do papai Noel, e é por isso mesmo que ano após ano os turistas invadem a cidade para contemplar a magia dessa cidade que fica no Pólo Norte finlandês. É o melhor local para quem quer viver tudo o que as histórias de natal contam.

Essa viagem para a Lapônia é uma verdadeira febre entre os turistas europeus. Mais de 350 mil pessoas já passaram pelo local, nem que seja por apenas poucas horas. Tudo isso para satisfazer o desejo da família e ver um pouco do encanto da terra do papai Noel. São tantas atrações natalinas que as crianças ficam em êxtase e os adultos voltam a ser crianças.


Imagens da Aurora Boreal

Ao chegar ao local você terá uma visão surpreendente. Um exército de guias turísticos vestidos de elfos irão lhe dar as boas vindas. A partir de então você será orientado a entrar em um ônibus que fará o trajeto. O ambiente remete a todas as histórias de natal: O frio, a neve e o ambiente mais do que agradável.

O destino agora é Santa Park. Um parque temático no qual você terá a impressão de que ele foi esculpido no meio da rocha de tão perfeita harmonia. A programação do local inclui artesanato, ateliê e culinária, onde você pode aprender a fazer o bolo de açafrão. Há ainda oficinas de decoração de natal, passeios de trenó e motoneve e é claro o fantástico e inesquecível encontro com o “Joulupukki” – o papai Noel.



Depois parta para o a “Santa Claus’ Village”, uma aldeia com restaurantes, cafés e diversas lojas com belas lembrancinhas. O centro comercial do local abriga o “Santa Claus Office”, o escritório do papai Noel; aqui as os letreiros e as estrelas cintilam na mesma intensidade e você pode encontrar várias lojinhas de presentes e lembranças. Afinal de contas, natal e papai Noel remetem a presentes, inevitavelmente.

Não se esqueça é claro de visitar o próprio papai Noel. Ele aparece todos os dias. Mas cuidado que conforme vai chegando o final do ano e o dia 24 de dezembro, as filas vão aumentando. Mas vale a pena encarar para ter a visão do papai Noel e levar uma recordação para casa.





Feliz Natal
Além é claro de toda essa diversão do papai Noel a Lapônia tem as suas belezas naturais e os seus passeios. Você pode andar de trenó puxado por cães da raça husky, ou admirar a aurora boreal que é um verdadeiro show de luzes.

Aproveitando a oportunidade aqui vai o endereço do Papai Noel para enviar a sua cartinha de Natal:

Santa Claus
FIN-96930 Arctic Circle
Rovaniemi – Finlândia

Aldeia de Santa Klaus - capital da Lapônia

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Fonte:
http://www.bigviagem.com/laponia-a-terra-do-papai-noel/

domingo, 28 de novembro de 2010

Natal como fonte de lucro


Depois de muito tempo celebrando o Natal como o nascimento de Jesus Cristo, há cerca de um século ,a festa começou a se tornar uma forma de aquecer o mercado consumidor num período em que não havia muitas vendas, devido as festas de final de ano, no hemisfério norte, ou pelas férias, no hemisfério sul. Desta forma, a celebração do Natal surge cada vez mais como uma ferramenta de marketing, pelo incentivo ao consumo neste que é o feriado mais rentável para estabelecimentos comerciais nos países predominantemente cristãos, embora a comercialização no período atinja também países como China, Japão e nações árabes.

Nos Estados Unidos, por exemplo, as semanas que antecedem o Natal chegam a representar 70% da venda anual de boa parte dos varejistas. No Brasil, a data é também a melhor época para o comércio, esperada o ano todo como forma de recuperar o movimento mais baixo de outros períodos. A liberação da primeira parcela do 13º salário, que por lei deve acontecer até o dia 30 de novembro, marca também a abertura da temporada de compras, gerando grande expectativa de aumento das vendas. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), somente em 2007, o 13º salário injetaria R$ 64 bilhões ou quase 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) na economia.


Em 2006, esse aumento chegou a 15% nos shoppings centers, em relação ao ano anterior. Influenciam fatores como a ampliação da oferta de crédito, extensão dos parcelamentos e o bom desempenho do mercado, que faz as pessoas acreditarem que podem gastar mais quando otimistas em relação à economia. É nessa época também que empresas treinam e contratam novos funcionários para funções temporárias, já que há uma maior diversificação dos produtos.

Entre os itens que mais vendem no Natal brasileiro estão os eletroeletrônicos, por representarem compras de maior valor e apelo à produtos novos e modernos. Mas é nas decorações e promoções, que desde o mês de outubro invadem vitrines de lojas e ruas, onde mais se apela para o desejo de compra do consumidor. Shoppings centers já começam a operar em horários estendidos no mês de dezembro, a montar decorações natalinas (e a famosa vila do Papai Noel, que costuma receber os pedidos das crianças), enquanto sorteiam brindes e viagens a partir das notas das compras.

Nas ruas, fachadas e árvores são decoradas com luzes e alguns locais contam com a apresentação de corais. Na cidade de São Paulo, a prefeitura leva visitantes no passeio “Natal Iluminado” para ver os pontos mais enfeitados nas regiões da avenida Paulista, Jardins e Ibirapuera. Algumas atrações chegam até a incluir show com neve artificial.

Você sabia - Que o 13º salário, ou gratificação de Natal, é algo brasileiro, instituído por uma lei de 1962? Pela lei, todo empregado, incluindo o rural, doméstico e o avulso, tem direito a uma gratificação correspondente a 1/12 da remuneração por mês trabalhado. A base de cálculo da remuneração é a devida no mês de dezembro do ano em curso, e esta deve ser paga em duas parcelas, uma até o último dia de novembro e outra até 20 de dezembro.




­Amigo secreto e caixinha


O famoso Amigo Secreto ou Amigo Oculto é uma brincadeira tradicional das festas de fim de ano, e comum entre colegas de trabalho, escolas, e familiares. Acredita-se que a brincadeira venha dos povos nórdicos e nela, cada participante tira um papel com o nome de outro participante, a quem presenteia somente no dia da brincadeira, incentivando os outros a adivinharem quem é o escolhido.

Outra forma de presentear informalmente instituída no Brasil é a conhecida ‘caixinha de Natal’, em que funcionários e pessoas que prestam algum serviço no dia-a-dia das famílias, recebem uma gratificação em dinheiro por seu trabalho. Muitos prestadores de serviço, no entanto, costumam pressionar as pessoas para receber a caixinha. A prática deve ser rechaçada, já que muitos deles também recebem 13º salário.

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Fonte:
http://pessoas.hsw.uol.com.br/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tradições natalinas

Como em qualquer tradição religiosa ou familiar, as comemorações do Natal foram passadas de geração em geração por narrativas, pela transmissão de lendas e por valores espirituais. Mais importante foi o fato dessas tradições se perenizarem em contextos próprios com elementos comuns: em geral, realiza-se uma ceia de Natal à meia noite do dia 24 de dezembro, enquanto se espera o Papai Noel, que visita as casas entregando presentes às pessoas, principalmente às crianças.

Árvore de Natal




Cleiton Thiele/PressPhoto
Árvore de Natal montada em Gramado


Tão forte quanto esses elementos é a tradição da árvore de Natal, normalmente uma conífera, de folhas perenes, enfeitada com bolas coloridas e adornos específicos em cada país. A maioria das versões sobre a origem da árvore é creditada à Alemanha e, especificamente ao episódio de Martinho Lutero, no século 16: olhando para o céu através de pinheiros, o protestante viu estrelas como um colar em cima das copas e decidiu levar um galho para plantar em casa. Colocou-o num vaso, com pequenas velas nas pontas dos ramos e papéis coloridos para reproduzir o que vira. O objetivo era mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Nascia a árvore de Natal como a conhecemos, após a tradição se espalhar por toda Europa e, no início do século 19, chegar aos Estados Unidos.

A lenda conta também que o pinheiro foi escolhido por sua forma triangular, que de acordo com a tradição cristã, representa a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Enquanto isso, em rituais pagãos da Idade Média, as pessoas acreditavam em espíritos das árvores e, no outono, quando as folhas caíam, penduravam decorações de pedras pintadas ou panos coloridos para quem regressassem às plantas na primavera seguinte. Hoje, as árvores de Natal são enfeitadas no início de dezembro, só podendo ser desmontadas no dia de Reis, 6 de janeiro, quando os três Reis Magos presenteiam Jesus.

Papai Noel

Ainda no século 4, surgia o santo inspirador de Papai Noel, o arcebispo Nicolau Taumaturgo, que costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos com moedas de ouro na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos e sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha. Quem, no entanto, forjou a imagem popular do Papai Noel, juntamente com o trenó, as renas, a chaminé e o saco de brinquedos, foi o escritor americano Clement Moore no poema “The Night Before Christmas” (versão em inglês - abaixo da versão em português), de 1822. Impressa em jornais e revistas, a história do poema se espalhou como fogo e, hoje, quase todo norte-americano consegue recitar seus versos.




Enciclopédia Delta Universal/Thomas Nast
O Papai Noel imortalizado por Thomas Nast


Já na revista Harper´s Weekly, uma série de gravuras de Thomas Nast, publicadas entre 1863 e 1886, consagrou a imagem do bom velhinho de vermelho e branco, que aparecia em sua fábrica lendo cartas e checando a lista de presentes. Teria sido uma campanha publicitária da Coca-Cola, porém, que terminou por fixar a versão gorda e alegre do personagem. A cada ano, entre 1931 e 1964, a empresa veiculava uma imagem de Papai Noel na contra capa da revista National Geographic.

Estudiosos reforçam também que a roupa vermelha e branca veio do verdadeiro São Nicolau, já que eram as cores dos mantos tradicionais dos bispos. E no caso da chaminé, muitos europeus teriam o costume de limpá-la no fim do ano para permitir que a boa sorte entrasse no ano seguinte, influenciando a lenda. São variadas as fontes que inspiram a tradição: as pequenas tendas da Finlândia, em formato de iglus e com a entrada feita por um buraco no telhado teriam inspirado ainda o poema de Moore. Já nos países do norte da Europa, diz a tradição que Papai Noel não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi, onde de fato existe o "escritório do Papai Noel" bem como o parque conhecido como "Santa Park", que se tornou uma atração turística do local.



*******************************
E a Lua que reluzia sobre a neve recente
Iluminava a cena como um sol nascente
E diante dos meus olhos surgiram, repentinos,
Oito renas minúsculas e um trenó pequenino

Com um velho à rédea, feliz e com pique
Logo tive a certeza de que era São Nick
Rápido como uma águia, o trenó voava
E ele, entre assobios, cada rena chamava

“Vamos Dasher, vamos Dancer, vamos Prancer e Vixen!
Vamos Comet, vamos Cupid, vamos Donner e Blitzen!
Por sobre a varanda e por sobre o telhado!
Voando, voando, por todos os lados!”

E como folhas secas ao vento do furacão
Que não respeitam barreira à sua ascensão
As renas voavam casa acima, pelo céu
Puxando o trenó, brinquedos e Noel

E depois eu ouvi, por sobre o telhado
Os cascos se movendo em tom ritmado
E quando fechei a janela e me virei para olhar
Da chaminé percebi São Nicolau saltar

Vestido de peles, dos pés à cabeça
Coberto de pó e de fuligem espessa
Ele trazia às costas brinquedos variados
Como um vendedor chegando ao mercado

Seus olhos brilhavam, e seu rosto sorria
Na face rosada o nariz reluzia
Sua boca se abriu em um sorriso breve
E a barba em seu queixo era branca como a neve

O homem trazia um cachimbo entre os dentes
E a fumaça cercava seu rosto sorridente
Seu rosto pequeno e barriga arredondada
Se moviam como gelatina quando ele dava risada!

Tão gorducho e redondo, o alegre pequenino
Que sorri sem nem notar, ao vê-lo, ladino,
Me fazer um sinal, uma leve piscada,
Indicando situação nada arriscada

E sem uma palavra ele fez seu trabalho,
Enchendo as meias, e girando no assoalho
Ergueu um dedo em sinal de despedida
E pela chaminé procurou a saída

Saltou ao trenó, com um forte assobio,
E saíram aos ares com um rodopio
Mas o ouvi exclamar, no momento final
“Meu boa noite a todos, e um feliz natal”.

********************************

Clement Mark Moore (1779-1863) escreveu o poema “A Véspera de Natal”, também conhecido como “Uma Visita de São Nicolau”, em 1822. Este texto redefiniu a visão do Natal e de Papai Noel. Antes da sua criação, São Nicolau nunca havia sido associado a renas e trenós. Uma amiga da família de Moore teria enviado uma cópia do texto ao jornal “New York Sentinel”, que o publicou em 23 de dezembro de 1823, respeitando a condição imposta pelo autor: a de que ele se mantivesse anônimo. Apenas em 1844, Moore assumiu a autoria do poema, publicando-o em uma antologia.



Era véspera de Natal

Faça nevar!


Era véspera de Natal, e a casa dormia
Nem mesmo um camundongo por ela se movia
As meias, na chaminé, esperavam, de leve
Que São Nicolau chegasse em breve

As crianças dormiam entre quentes cobertas
Sonhando com os doces que viriam na certa
E eu e a mamãe, de lenço e boné
Ressonávamos tranqüilos, noite afora até

Que um estrondo lá fora chamasse a atenção.
Levantei-me para ver qual era a confusão.
Como um relâmpago corri para a janela
Abri as persianas, a cortina que vela





Gustavo Vara/PressPhoto
Hoje ninguém mais identifica o Papai Noel se ele não tiver barba branca e roupa vermelha


Missa do galo e presépios

A missa do Galo é celebrada em países católicos depois do jantar da véspera de Natal que começa à meia-noite de 24 para 25 de dezembro. Seu nome consagra a lenda segundo a qual à meia-noite deste dia, um galo teria cantado, anunciando a vinda do Messias. Outra origem da expressão é associada ao fato da Missa de Natal terminar muito tarde "quando as pessoas voltavam para casa e os galos já estavam cantando". Hoje, devido à importância da missa, o próprio papa faz questão de rezá-la, enquanto todas velas do Advento se encontram acesas.

Passada a missa, tradicionalmente as famílias voltam para casa e colocam a imagem do menino Jesus no presépio, para só então compartilharem a ceia e a troca de presentes. Esta última, aliás, estaria relacionada aos presentes que os Reis Magos levaram à Jesus. Por fim, em todas as religiões cristãs é consensual que o presépio é o único símbolo de Natal verdadeiramente inspirado nos Evangelhos, quando São Francisco de Assis montou, em 1223, uma reprodução em palha da imagem do menino Jesus, da Virgem Maria e de José, com autorização do Papa. Desde então, famílias de diferentes culturas montam a representação da cena do nascimento em miniatura.

Tradições brasileiras

O Natal no Brasil é altamente caracterizado pela troca de presentes entre amigos e familiares na noite de 24 de dezembro. Independente da tradição da chaminé dos países frios, os brasileiros simulam a passagem do Papai Noel em cada casa com a entrega de presentes pela porta da frente, em geral à meia-noite, ou na árvore, depois de passar a madrugada. Também têm o hábito de presentear parentes e colegas de trabalho através do Amigo Secreto. Mas antes da festa católica incorporar os símbolos protestantes da distribuição de presentes, do Papai Noel e da árvore, o país era marcado por uma festa religiosa tradicional, com a ida à missa do galo e a ceia de jantar com a família, até fins do século 18.

Hoje, tradições tipicamente brasileiras são observadas principalmente nos pratos da ceia de 24 de dezembro. No meio da festa, uma mesa considerável costuma expor comidas típicas dessa época e é difícil encontrar uma sala de jantar sem peru com farofa, tender espetado com cerejas e rodelas de abacaxis ou panetone de frutas cristalizadas. Os costumes gastronômicos revelam uma mistura de culturas que parecem universais, mas já são adaptações bem brasileiras. Exemplo é a fusão da cultura portuguesa – vista na rabanada ou nos bolinhos de bacalhau – com a italiana – representada pelo panetone e as aves como o peru. Além do chester, uma ave que virou símbolo do natal brasileiro e a mesa com frutas tropicais.

Natal de Gramado e Coral de Curitiba

Há cerca de duas décadas, algumas celebrações natalinas vêm tomando o centro de cidades do sul do país, com a participação da população na representação das lendas tradicionais. É o caso do Natal de Gramado, que há 22 anos une as pessoas na construção de espetáculos durante todo o mês de dezembro, mudando a cara da cidade. São concertos, desfiles de personagens (papais noéis, gnomos, renas...), luzes enfeitando pinheiros e encenações, com mais de 2 mil pessoas envolvidas na montagem do evento que atrai turistas do Brasil e exterior.




Edison Vara/PressPhoto
Gramado vive há mais de 20 anos o Natal das Luzes

Já em Curitiba, um dos eventos mais tradicionais é a apresentação do coral infantil, com 160 crianças carentes, a partir de 2 de dezembro, no Palácio Avenida, um dos marcos históricos da cidade. Com isso, Curitiba ficou conhecida como a “capital do Natal”, atraindo cerca de 300 mil pessoas nesta época, que vêm assistir às encenações associadas ao coral.  

                                                                                                 CONTINUA...

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FONTE:
Heloisa Ribeiro. "HowStuffWorks - Como funciona o Natal". Publicado em 03 de dezembro de 2007 (atualizado em 09 de dezembro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/natal1.htm (24 de novembro de 2010)

domingo, 21 de novembro de 2010

Sobre o Natal...


Introdução


“Nascimento do Deus Sol Invencível” era o tema da grande festividade romana que comemorava o solstício de inverno no dia 25 de dezembro. Outras celebrações, como a “Saturnália”, em honra ao deus Saturno, tomavam conta da Europa neste mês, entre 17 e 22 de dezembro, ainda no século 3 d.C. Em momentos simultâneos da história, cristãos comemoravam as diferentes etapas da vida de Cristo, buscando testemunhos do dia exato de seu nascimento, enquanto pagãos celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Foi somente no ano de 354 d.C que o Papa Libério, querendo cristianizar as festividades pagãs entre os vários povos europeus, instituiu oficialmente a celebração do Natal - a data de nascimento de Jesus.



A palavra Natal deriva do latim Natale - grafada com a inicial maiúscula quando se refere ao nascimento de Jesus, cujo aniversário teria sido escolhido, segundo boa parte dos estudiosos, para coincidir com a festividade romana do deus Sol. À festa de raízes pagãs foi conferida uma nova linguagem cristã, da mesma forma que alusões ao simbolismo de Cristo como o “sol da justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) expressam o sincretismo religioso desta data.

Hoje, junto com a Páscoa, o Natal é a celebração mais significativa para a Igreja Católica e cristã em geral, ao mesmo tempo em que é encarado universalmente por vários credos como sendo o dia da reunião da família, da solidariedade e da fraternidade entre as pessoas.

No Brasil, as celebrações natalinas já ocorriam com a presença dos jesuítas, no século 16, e eram marcadas por uma festa religiosa tradicional, com a missa do galo, o jantar em família e a montagem de presépios como os momentos mais importantes. A distribuição de presentes, o Papai Noel ou a árvore natalina seriam introduzidas só em fins do século 18 no país, quando a festa começa a ser associada à infância. Principalmente após a 1ª guerra mundial (1914) fixam-se os costumes de distribuição de presentes a crianças carentes, mas é provável que famílias de elite e de classe média tenham iniciado as comemorações como as conhecemos hoje antes disso, pelo contato com países industrializados e protestantes.

De celebração de uma simples missa, o Natal foi substituindo várias festividades em diversos países e passou a incluir um infinito número de tradições. Com o individualismo característico da Reforma Protestante tornou-se uma forma de movimentar a troca de mercadorias e o capitalismo. Também a figura do Papai Noel, calcada em São Nicolau (ver Tradições Natalinas) incorporou práticas do paganismo nórdico. Daí as imagens de neve associadas ao evento e à árvore de Natal.

Hoje é o feriado mais rentável em países predominantemente cristãos (existem 1,8 bilhões de cristãos no mundo), mas também em países como Japão e nações do mundo islâmico como um feriado secundário, movimentando o comércio e a troca de presentes. Apesar das tradições serem variadas e ricas, a influência dos costumes natalinos estado-unidenses e britânicos determina a tônica da celebração nos países ocidentais.


Primeiro, que, na Bíblia, Lucas afirma que havia pastores vivendo ao ar livre e vigiando rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. O frio intenso, com as temperaturas mais baixas do ano, tornaria impossível ficar de pé do lado de fora. Segundo os profetas Esdras e Jeremias, Jesus teria nascido, ao contrário, na primavera ou verão, a menos que a passagem do seu nascimento tenha sido escrita em linguagem alegórica.

Segundo, visto que Cristo viveu vinte e três anos e meio e morreu por volta do mês de março, não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.

Por fim, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar a mudança de calendário. E na Igreja Católica, os chamados “calendaristas” ainda festejam o Natal em sua data original, no dia 7 de janeiro.


Dia 25?


Ainda no século 4, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para o dia que representa a visita dos reis Magos à manjedoura onde nasceu Jesus, mas o primeiro testemunho direto sobre o nascimento de Cristo em 25 de dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano de 221. As evidências que contrariam a data religiosa, porém, são diversas.




                                CONTINUA...
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Fonte:
Heloisa Ribeiro. "HowStuffWorks - Como funciona o Natal". Publicado em 03 de dezembro de 2007 (atualizado em 09 de dezembro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/natal.htm (24 de novembro de 2010)
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